segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Segurança em Duas Rodas: A Importância da Qualidade nos Equipamentos de Proteção



Ao pilotar uma motocicleta, sabe-se que a segurança deve ser a prioridade absoluta. A liberdade proporcionada pelas duas rodas exige responsabilidade, e entende-se que o uso de equipamentos de proteção adequados é o que garante a integridade do motociclista em diferentes situações.

Não se trata de buscar o item de maior valor financeiro, mas sim de priorizar a qualidade técnica e a procedência. O mercado oferece diversas opções, e a escolha deve recair sobre produtos que realmente cumpram as normas de segurança e ofereçam resistência real.

Itens indispensáveis para a proteção:

  • Capacete: É o item mais importante. Deve-se observar o ajuste correto ao rosto e a validade da estrutura interna. A certificação é o que garante que o casco foi testado para absorver impactos.

  • Luvas: Sabe-se que, em caso de queda, as mãos são as primeiras a atingir o solo por instinto. Portanto, luvas com reforços na palma e proteções rígidas nos dorsos são fundamentais.

  • Jaquetas e Calças: Recomenda-se o uso de vestuário resistente à abrasão. Materiais de qualidade evitam queimaduras causadas pelo atrito com o asfalto e devem conter proteções homologadas em pontos estratégicos como cotovelos, ombros e joelhos.

  • Calçados: O uso de botas apropriadas protege os tornozelos contra torções e impactos laterais, além de garantir melhor aderência aos pedais.

A Qualidade como Fator de Sobrevivência Escolher equipamentos pela qualidade técnica, e não apenas pelo preço ou estética, é uma decisão consciente. Entende-se que um equipamento confiável é aquele que mantém sua integridade estrutural no momento crítico. Antes de iniciar qualquer viagem, recomenda-se uma revisão detalhada de todo o kit de proteção para garantir que os itens estão em perfeitas condições de uso.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Honda Transalp 750 no Brasil: Ficha Técnica, Preço e tudo sobre o modelo 2026

A espera finalmente acabou para os entusiastas do mototurismo brasileiro. Lançada oficialmente no Brasil em novembro de 2025, a Honda XL750 Transalp 2026 chega com a missão de resgatar um nome lendário e oferecer o equilíbrio perfeito entre o asfalto e a terra. Se você busca uma máquina para o dia a dia e para grandes expedições de camping, este guia completo é para você.

​O Retorno de uma Lenda: O que a Transalp 750 traz de novo?

​Diferente de suas antecessoras, a nova Transalp 750 foi projetada do zero. Ela compartilha o coração mecânico com a Hornet 750, mas com uma ciclística voltada para quem não tem medo de poeira. No Brasil, o modelo 2026 se posiciona estrategicamente entre a CB 500X e a imponente Africa Twin, oferecendo agilidade e potência na medida certa.

​Desempenho e Motorização

​O motor bicilíndrico paralelo de 755 cc conta com a tecnologia Unicam, entregando uma pilotagem responsiva. Para atender às rigorosas normas brasileiras (PROMOT 5), a Honda ajustou a potência, garantindo durabilidade e eficiência:

  • Potência Máxima: 69,3 cv a 7.000 rpm.
  • Torque Máximo: 7,04 kgf.m a 7.000 rpm.
  • Transmissão: 6 marchas com embreagem assistida e deslizante, evitando travamentos em reduções bruscas.

​Eletrônica e Modos de Pilotagem

​A inteligência embarcada é um dos pontos fortes da Honda Transalp 750 2026. Através do acelerador eletrônico, o piloto tem à disposição 5 modos de pilotagem:

  1. Sport: Entrega total de potência.
  2. Standard: Equilíbrio para o uso urbano.
  3. Rain: Segurança máxima em pisos escorregadios.
  4. Gravel: Ajuste específico para cascalho e terra batida.
  5. User: Permite personalizar o controle de tração, freio motor e potência.
📋 Ficha Técnica: Honda XL750 Transalp (Brasil 2026)
Motor: OHC, Bicilíndrico paralelo, 4 tempos, arrefecimento líquido.
Cilindrada: 755 cc.
Potência Máxima: 69,3 cv a 7.000 rpm.
Torque Máximo: 7,04 kgf.m a 7.000 rpm.
Alimentação: Injeção Eletrônica PGM-FI.
Transmissão: 6 velocidades com embreagem assistida e deslizante.
Sistema de Partida: Elétrica.
Suspensão Dianteira: Garfo Invertido Showa SFF-CA, com 200mm de curso.
Suspensão Traseira: Pro-Link Showa, com 190mm de curso e ajuste de pré-carga.
Freio Dianteiro: Disco Duplo de 310mm com pinças de 2 pistões e ABS.
Freio Traseiro: Disco Simples de 256mm com ABS (desligável para Off-Road).
Pneu Dianteiro: 90/90-21 (com câmara).
Pneu Traseiro: 150/70-18 (com câmara).
Peso Seco: 193 kg.
Capacidade do Tanque: 16,6 litros.
Distância Livre do Solo: 212 mm.
Altura do Assento: 850 mm.

🏕️ Pronta para o Motocamping e Grandes Viagens
Para nós do Moto Aventura 360, uma moto é avaliada pela sua capacidade de nos levar a lugares remotos. A Transalp 750 brilha no quesito acessórios e utilidade:
Capacidade de Carga: A Honda disponibiliza bauletos de até 50L e malas laterais robustas, ideais para acomodar barracas, sacos de dormir e equipamentos de cozinha.
Proteção Off-Road: Itens como protetor de cárter e protetores de mão são essenciais para quem planeja acampar em locais de acesso difícil.
Conectividade: O painel TFT de 5 polegadas possui conectividade completa, facilitando a navegação GPS durante a rota.
Preço Sugerido e Valor de Mercado
O valor sugerido pela Honda para a Transalp 750 (modelo 2026) é de R$ 65.545,00 (base SP, sem frete).
Dica do Moto Aventura 360: Na prática, devido à alta procura e ao ágio de lançamento, o preço nas concessionárias em fevereiro de 2026 tem variado entre R$ 71.000 e R$ 76.000. Vale pesquisar e negociar os pacotes de acessórios originais na hora da compra.
Conclusão:
A Honda Transalp 750 é a escolha definitiva para o motociclista brasileiro que busca versatilidade. Ela é dócil na cidade, potente na estrada e valente na terra. Uma verdadeira companheira para quem vive a filosofia de aventura em 360 graus.
Gostou da nova Transalp? Deixe seu comentário abaixo e conte para a gente: qual seria o primeiro destino de viagem com ela?


domingo, 28 de dezembro de 2025

Diário de Estrada: O Sertão, a Shadow e o Imprevisto

 Por: Fabiano Inamonico

Fiz uma viagem solo de moto com a minha Shadow 750, ano 2011. Parti no dia 16/12/2025 de Colina/SP, minha cidade natal, inicialmente com destino aos Lençóis Maranhenses. O que eu não sabia é que o destino me reservava lições que nenhum mapa poderia prever.

16/12 – Primeiro dia: Colina/SP a Cristalina/GO

No primeiro dia, a intenção era chegar até Brasília. Entretanto, devido a ter saído tarde e ter pego muita chuva na estrada, cheguei até Cristalina/GO. Como não gosto de pilotar à noite, pernoitei em um hotel na beira da estrada chamado Hotel Dia e Noite. Paguei R$ 100,00 o pernoite, com direito ao café da manhã. Um lugar simples, porém suficiente para descansar.

   Hotel em Cristalina/GO

17/12 – Segundo dia: Pelas Curvas da Chapada, de Goiás ao Tocantins

No dia seguinte, parti de Cristalina e cheguei a Brasília, onde fiz um tour rápido pela Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, STF e adjacências. Logo segui viagem, passando pelas imensas plantações no estado de Goiás. Destaque para a estrada que corta a Chapada dos Veadeiros, cujo visual é muito lindo e as paisagens são de tirar o fôlego. Vale muito a pena passar por ali.

    Congresso Nacional/DF

    Início da Chapada dos Veadeiros/GO    
   
    Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros/GO

Ressalto que optei por andar menos em BRs e sim em rodovias secundárias ou vicinais, onde se pode observar a cultura e as paisagens locais. Neste dia cheguei ao Tocantins, onde pernoitei no Hotel Japão, na cidade de Arraias/TO. Novamente o dia não rendeu o esperado ante as fortes chuvas no caminho. O valor da pernoite custou R$ 190,00 com café da manhã. Diferente do hotel anterior, este tinha ar-condicionado e um café da manhã com muitas opções.

18/12 – Terceiro dia: Rumo à Palmas

No terceiro dia, enquanto ainda subia sentido norte, comecei a repensar o trajeto considerando as chuvas pelo caminho e o não rendimento conforme planejado. Ainda assim, segui em frente rasgando o estado do Tocantins e suas belas paisagens. Fiquei encantado com o Estado e também pela estrutura: apesar de rodovias simples, o asfalto estava muito bem conservado. Cheguei a Palmas, capital do estado, onde, após atravessar a grande ponte sobre o Rio Tocantins, pernoitei no Orla Palace Hotel ao custo de R$ 170,00, também com ótima estrutura, ar e café.

    Belas estradas e paisagens pelo Tocantins

    PF a R$ 25,00 na estrada. Top!

    Travessia sobre o Rio Tocantins, em Palmas/TO

19/12 – Quarto dia: A Travessia da Tempestade, do Tocantins ao Maranhão

Continuei subindo o Tocantins sentido Maranhão. Consegui chegar à divisa de Estado sob ameaça de forte tempestade, o que se confirmou ao chegar na balsa, na cidade de Filadélfia/TO. A tempestade desabou, interrompendo inclusive o serviço da balsa enquanto durou. Ao final, cheguei a Carolina/MA (cidade base para a Chapada das Mesas) e pernoitei no Hotel Lírio. Ali os valores mudaram significativamente: o quarto com ar e café custou R$ 110,00. Da estrada se tem uma bela visão das montanhas com seu cume em nível, o que dita o nome da Chapada das Mesas.

    Tempestade à espera da Balsa TO/MA

    Balsa TO/MA
    Balsa TO/MA

    BR 230 - Transamazônica/MA


20/12 – Mudança de Planos: Fuga para o Leste

Considerando que a viagem estava atrasada por conta das chuvas, resolvi mudar o roteiro. Chegar aos Lençóis Maranhenses tomaria quase todo o tempo restante, considerando que ainda tinha a volta pela frente. Decidi sair da zona das chuvas que se estendia até o extremo norte do Maranhão e resolvi seguir para o leste, sentido Aracaju/SE. A previsão era chegar dia 23/12, procurar um camping "pé na areia" e passar o Natal, já que levei toda a traia de camping justamente para isso. Cruzei o sul do Maranhão e cheguei ao Piauí, pernoitando na cidade de Oeiras.

    Divisa MA/PI
                                          
   Mais chuva!

A cidade tem boa estrutura e me hospedei no Hotel Sereia, às margens da BR-230 (Transamazônica). O hotel custou R$ 80,00 com ar e bom café. Um detalhe: por ser uma região muito quente, a água do chuveiro é natural. Jantei no Rei do Espeto Churrascaria, local ótimo, com atendimento muito bom e cerveja trincando.
    Oeiras/PI

    Oeiras/PI

    Oeiras/PI

   Oeiras/PI

Churrascaria Rei do Espeto, Oeiras/PI

   Cerveja gelada!

21/12 – Sexto dia: O Mistério na Divisa PI/PE

O objetivo era cortar o sertão do Piauí e entrar em Pernambuco. A paisagem do sertão realmente contrasta com o belo do natural e o triste das condições de subsistência: região seca, muitos animais mortos na beira da estrada, um calor infernal, casas de barro e muita lona plástica.

   Estrada sertaneja no PI

Ao parar para uma foto na placa da divisa PI/PE, quando retomei a viagem, ouvi um ruído forte vindo do motor, parecendo algo arrastando. Parei imediatamente. Após pensar um pouco, liguei a moto e ela funcionou normalmente. Mas, em menos de 100m, ela cortou totalmente o combustível e parou com o motor "morto". Encostei em uma pequena sombra e esperei. Após 10 minutos, dei partida e ela firmou. Consegui retornar 20km até um posto onde eu havia parado antes.

   Divisa PI/PE

A Busca pelo Defeito

No posto, retirei a bagagem e o banco para acessar a bateria. Tudo apertado e no lugar. Conferi óleo, água e fiação. Liguei para meu amigo e mecânico da moto. Por telefone é difícil, mas ele sugeriu ser algo no carregamento (estator, retificador) ou combustível.

Fui indicado a procurar uma oficina no vilarejo para usar um multímetro. Em um domingo à tarde, chamei o mecânico na casa dele. Fui atendido por um senhor muito gente boa que se prontificou a ajudar. Com a ajuda do filho dele, um menino de 12 anos que já "mexia" em motos pequenas, fizemos as medições. Estava tudo normal. O diagnóstico do mecânico local foi: combustível ruim "premiado" em algum abastecimento anterior.

O Desfecho: A Hora de Parar

Resolvi seguir viagem em direção a Petrolina/PE. Tudo ia bem até que, a 20km do destino, após uma parada para descanso, o defeito voltou. A moto cortou totalmente em uma região de intenso movimento e sem acostamento. Ela pegava falhando, estralando o escapamento, mas não firmava. Depois de muita insistência, ela firmou e consegui chegar a um posto 2km adiante.

Como estava sozinho, com um cronograma que me exigia estar em casa dia 28 ou 29 e diante de um sintoma intermitente (onde oficinas poderiam levar dias tentando achar o erro e trocando peças desnecessárias), resolvi acionar o seguro e mandar a moto de volta para casa, frustrando minha jornada. O cenário não favorecia continuar.

O guincho buscou a moto, o seguro me pagou a passagem de avião e o táxi. A moto chegou em Colina no dia 25/12 à noite. Passei o meu Natal em casa, tranquilo. Não foi conforme planejado no camping, mas fica o aprendizado, a experiência e a gratidão por ter um seguro que me atendeu (Porto Seguro).

                                            

Tenho uma certeza comigo: no pior cenário as coisas ainda tendem a dar certo, basta ter fé! Em breve farei o mesmo percurso inteiro, pois preciso concluí-lo!

DADOS TÉCNICOS E INFORMAÇÕES GERAIS:

Total de km rodado: 3.325

Total de Gastos: R$ 2.209,90

Total de dias: de 16/12/2025 a 21/12/2025 (06 dias).

DIA 1 — 16/12/2025
Pedágios: R$ 26,60
Combustível: R$ 98,03
Alimentação: R$ 153,46
Hospedagem: R$ 100,00
TOTAL DO DIA: R$ 377,89

DIA 2 — 17/12/2025
Combustível: R$ 200,12
Alimentação: R$ 61,97
Hospedagem: R$ 190,00
Cerveja: R$ 54,00
Carregador de celular: R$ 30,00
TOTAL DO DIA: R$ 536,09

DIA 3 — 18/12/2025
Combustível: R$ 143,17
Alimentação: R$ 48,50
Hospedagem: R$ 170,00
Cerveja: R$ 20,00
Água: R$ 9,00
TOTAL DO DIA: R$ 390,67

DIA 4 — 19/12/2025
Combustível: R$ 131,58
Alimentação: R$ 68,15
Hospedagem: R$ 110,00
Cerveja: R$ 55,00
Balsa: R$ 5,50
Higiene / Conveniência: R$ 20,48
TOTAL DO DIA: R$ 390,71

DIA 5 — 20/12/2025
Combustível: R$ 199,44
Alimentação: R$ 54,00
Cerveja: R$ 40,00
Hospedagem (hotel): R$ 80,00
TOTAL DO DIA: R$ 373,44

DIA 6 — 21/12/2025
Combustível: R$ 124,11
Alimentação: R$ 16,99
TOTAL DO DIA: R$ 141,10

TOTAL GERAL DA VIAGEM: R$ 2.209,90

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