terça-feira, 10 de março de 2026

🛣️ O Crepúsculo das Custom? Uma Reflexão sobre a Liberdade em Transformação


​O mercado de motocicletas custom no Brasil atravessa um momento de transição profunda. Os emplacamentos recentes revelam uma retração de 13,7% em relação ao mês anterior, e uma queda de 15,5% comparado ao mesmo período de 2025. Embora o volume total tenha sido de 2.217 unidades em fevereiro de 2026, o cenário esconde uma mudança drástica no DNA do segmento.

​1. O Vácuo das Gigantes Japonesas

​O declínio das customs tradicionais no Brasil não é apenas uma questão de gosto, mas de oferta. As marcas que pavimentaram o segmento nas décadas de 90 e 2000 hoje focam em outros nichos de alto volume e valor:

  • Honda: Sua última grande representante no Brasil foi a lendária Shadow 750, descontinuada por volta de 2014 devido às normas de emissões (PROMOT 4). Desde então, a Honda não trouxe sucessoras diretas. No Brasil, a marca concentrou seus esforços em consolidar e expandir sua presença no segmento Big Trail, investindo pesado em modelos como a Africa Twin CRF 1100L e no recente relançamento da Transalp XL 750, deixando o nicho custom orfão de lançamentos.
  • Yamaha: A lendária linha Drag Star 650 e a posterior Midnight Star 950 deixaram saudades. A Yamaha optou por concentrar seus esforços em Big Trails (como a Ténéré 700 e Super Ténéré) e Naked de alta cilindrada, abandonando o cromo pelas linhas de aventura.
  • Suzuki: As Boulevard (M800 e M1500) eram sinônimos de musculatura e presença. Hoje, a marca foca na plataforma de 800cc (como a GSX-8S e V-Strom 800), deixando o nicho custom sem atualizações.

​2. A Nova Estratégia da Harley-Davidson

​Referência absoluta no setor, a Harley-Davidson também precisou se reinventar. A marca abandonou modelos de entrada mais acessíveis (como a linha Sportster 883) para focar em produtos de altíssimo valor agregado e tecnologia (Plataforma Revolution Max, como a Pan America 1250 e Sportster S). Essa elitização, embora mantenha a lucratividade e o prestígio, deixa uma lacuna para o motociclista que busca uma custom média "raiz", mas não pode investir nos valores atuais da marca de Milwaukee.


​3. A Substituição pelo "Retrô Utilitário"

​O espaço deixado pelas japonesas foi ocupado por quem entendeu que o "clássico" precisa ser prático. A Royal Enfield domina o setor com mais de 60% de participação, emplacando modelos como a Hunter 350, Super Meteor 650 e Meteor 350. O público não abandonou o estilo, mas migrou para motos mais leves e ágeis para o dia a dia.


​4. Tecnologia vs. Nostalgia

​Enquanto o mercado geral caiu, a Zontes S350 cresceu 10,3% no mês. Isso sinaliza que o motociclista de 2026 aceita designs futuristas e tecnologia embarcada, distanciando-se do purismo absoluto. A estreia da Royal Enfield Bear 650 no Top 10 reforça que o mercado busca novidades acessíveis em vez dos ícones inalcançáveis do passado.



​Conclusão: Novo Começo


​As custom não estão morrendo, elas estão perdendo o peso. A liberdade agora rima com versatilidade. O desafio das marcas tradicionais é entender que o espírito estradeiro ainda existe, mas ele precisa de agilidade para sobreviver às cidades modernas e às novas exigências do mercado.

domingo, 8 de março de 2026

Suzuki GSX-8S 2026: A Evolução Visual da 'Streetfighter' Equilibrada"


​A Suzuki Motos do Brasil oficializou a chegada da linha 2026 da GSX-8S. Sem alterar a receita mecânica que a consagrou como uma das nakeds mais eficientes do segmento médio, a marca japonesa foca na renovação da identidade visual para manter o modelo competitivo frente às rivais.

​O Coração da Máquina: Torque onde a vida acontece

​O grande destaque continua sendo o motor bicilíndrico paralelo de 776 cm³ com comando DOHC. Projetado para entregar força em baixas e médias rotações, ele gera 83 cv de potência máxima a 8.500 rpm e um torque de 7,95 kgf.m a 6.800 rpm.

​O diferencial tecnológico aqui é o Suzuki Cross Balancer. Esse sistema de balanceamento biaxial, exclusivo da Suzuki, posiciona dois balanceadores a 90° em relação ao virabrequim, anulando vibrações e garantindo uma pilotagem extremamente suave, mesmo em acelerações vigorosas.

​Tecnologia de Série (S.I.R.S)

​Diferente de algumas concorrentes que oferecem eletrônica como opcional, a GSX-8S 2026 já sai de fábrica com o pacote S.I.R.S (Suzuki Intelligent Ride System):

  • Quick Shifter Bidirecional: Permite trocas de marcha (subida e descida) sem tocar na embreagem.
  • SDMS (Suzuki Drive Mode Selector): Três mapas de entrega de potência (A, B e C), do mais agressivo ao mais suave.
  • Controle de Tração: Ajustável em três níveis, além da opção de desligá-lo.
  • Easy Start & Low RPM Assist: Facilita a partida com apenas um toque e evita que o motor "morra" em baixas velocidades no trânsito urbano.

​Ciclística e Design

​A estrutura utiliza um chassi robusto em liga de aço com sub-frame removível e balança articulada em alumínio, pesando 202 kg em ordem de marcha. A suspensão dianteira é KYB invertida (130 mm de curso), proporcionando precisão cirúrgica em curvas, enquanto os freios Nissin com discos duplos de 310 mm e ABS garantem frenagens modulares e seguras.

​O visual "mass-forward" (massa concentrada na frente) é reforçado pelos faróis de LED sobrepostos, uma assinatura moderna que agora ganha novas combinações de cores para 2026, incluindo opções com rodas coloridas que destacam o caráter rebelde da moto.

Preço Sugerido: R$ 51.500 (sem frete).

Ficha Técnica: Suzuki GSX-8S 2026

Motor e Performance

Tipo de Motor: Quatro tempos, DOHC, 2 cilindros em linha com refrigeração líquida.

Cilindrada: 776 cm³.

Potência Máxima: 83 CV a 8.500 rpm.

Torque Máximo: 7,95 kgf.m a 6.800 rpm.

Diâmetro x Curso: 84,0 mm x 70 mm.

Taxa de Compressão: 12,8 : 1.

Velocidade Máxima: 210 km/h.

Sistema de Partida: Elétrica, tipo "um toque".

Transmissão

Câmbio: 6 velocidades (1ª para baixo, demais para cima).

Embreagem: Multidiscos em banho de óleo.

Ciclística e Suspensão

Chassi: Robusta armação em liga de aço com sub-frame removível.

Suspensão Dianteira: KYB telescópica invertida, tubos de 41 mm, mola helicoidal amortecida a óleo (Curso de 130 mm).

Suspensão Traseira: Balança com mono amortecedor KYB, mola helicoidal amortecida a óleo com pré-carga ajustável.

Ângulo de Esterçamento: 35° (direita e esquerda).

Cáster e Trail: 25° / 104 mm.

Freios e Pneus

Freio Dianteiro: Disco duplo de 310 mm com pinças Nissin flutuantes de montagem radial.

Freio Traseiro: Disco simples de 240 mm com pinça Nissin flutuante.

Pneu Dianteiro: DUNLOP SPORTMAX Roadsport2 - 120/70ZR17 (sem câmara).

Pneu Traseiro: DUNLOP SPORTMAX Roadsport2 - 180/55ZR17 (sem câmara).

Rodas: Liga de alumínio, aro 17".

Tecnologia e Elétrica

Painel de Instrumentos: Multifuncional TFT LCD colorido de 5 polegadas com modos diurno/noturno automáticos.

Iluminação: Farol e lanternas inteiramente em LED.

Sistemas Eletrônicos: Suzuki Drive Mode Selector (SDMS) com 3 modos (A, B e C) e Suzuki Traction Control System (STCS) com 4 modos (1, 2, 3 + OFF).

Manutenções: Lembrete de serviço integrado ao painel.

Dimensões e Capacidades

Comprimento total: 2.115 mm.

Largura total: 775 mm.

Altura total: 1.105 mm.

Altura do assento: 810 mm.

Distância entre eixos: 1.465 mm.

Distância do solo: 145 mm.

Peso em ordem de marcha: 202 kg.

Capacidade do tanque: 14 litros.


domingo, 1 de março de 2026

Domingo de Trato: Por que sua moto não é um carro na hora da lavagem?


Diferente dos carros, onde a maioria dos componentes sensíveis está protegida sob o capô, na motocicleta a engenharia está exposta. Sensores de injeção, chicotes elétricos, radiadores e retentores de suspensão ficam à mercê não só da estrada, mas também de uma lavagem mal feita.

1. O Perigo da Pressão:

Evite o uso excessivo de jatos de alta pressão diretamente em rolamentos de roda, correntes com retentores e painéis digitais. A água pode vencer as vedações e causar oxidação interna ou falhas elétricas prematuras.

2. Produtos Certos, Vida Longa:

Esqueça o detergente de cozinha ou desengraxantes ácidos (solupan). Utilize shampoos de pH neutro e desengraxantes específicos para motos, que não agridem o alumínio do motor nem ressecam as mangueiras de borracha.

3. O Check-list Pós-Banho:

Aproveite que a moto está limpa para uma inspeção visual detalhada. É o momento ideal para:

  • Corrente: Limpar e aplicar lubrificante específico (C1, C2 ou C4, dependendo do uso).
  • Fluidos: Checar nível de óleo e líquido de arrefecimento.
  • Pneus: Verificar a calibragem (sempre com os pneus frios) e procurar por cortes ou objetos encravados.

​Cuidar da máquina no domingo não é apenas estética; é garantir que ela esteja pronta para te levar com segurança durante toda a semana.

🛣️ O Crepúsculo das Custom? Uma Reflexão sobre a Liberdade em Transformação

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